Oficina das Noivas

10 coisas das quais não sinto falta na minha gravidez | SEM CULPA!

fev 14, 2018
Desabafo de MãeSophie Stories

Quem acompanhou a minha gravidez de perto, viu que não tive uma gestação de conto de fadas. Assim como acredito que a maioria das mães, principalmente as de primeira viagem igual a mim, também passou por alguma situação desconfortante, talvez de medo, duvidas, dificuldades, frustrações ou tudo junto!

Muitas vezes me peguei tentando atestar para os outros sobre o meu amor por minha filha e senti culpa de não estar achando a gravidez assim tão legal. Como se falar sobre o que não nos agrada na gestação, fosse algum tipo de pecado e ingratidão pelo milagre de Deus. E este peso ainda recai com mais força, quando se espera um milagre por muito tempo, como no meu caso, e quando finalmente você engravida e se torna mãe, “reclama”!

É assim que infelizmente a maioria das pessoas de forma ignorante pensam. E o pior é que você não precisa ir tão longe para receber uma crítica como esta, pois ela vem primeiro na maioria dos casos, de dentro da própria família.

Mas olha eu queria falar para você que está lendo este post e é gestante, ou seu filho já nasceu e passou/passa por situação semelhante.

E também para você que é familiar ou amigo de alguma gestante, e tem uma opinião semelhante ou igual a essa…

O fato de nos sentirmos insatisfeitas em alguns momentos com alguma situação pontual, não significa que não estamos felizes com a gestação ou não amamos nossos filhos.

Quem aqui gosta de sentir dores, exaustão, irritação etc que levante a primeira pedra!

Então PAREM de fazer isso com as grávidas!

Se sentir cansada dos desconfortos da gravidez não significa que somos ingratas e não amamos nossos filhos.

Nós é que sabemos aonde o nosso calo aperta, e eu poderia citar um milhão de situações que acontecem na sua casa e na minha todos os dias, mas na-da está relacionado com a afirmação do nosso amor pelos nossos filhos.

Tenho certeza absoluta de que Sophie mais do que ninguém sempre soube, sente e nunca duvidou do meu amor incondicional por ela, desde que estava em meu ventre e é assim com o seu filho também..

Todas nós temos o direito de ter liberdade de expressão, de sim, expressar algum medo, uma dor, uma insatisfação, sem ter o dedo apontado por pessoas que só acusam, criticam e comparam o tempo inteiro. Muitas vezes nos colocando até em uma posição, aonde nós mesmas passamos a nos auto-criticar e se auto-afirmar como mãe a todo tempo.

Isso é mais uma prisão da maternidade que precisamos nos libertar. Eu passei por situações como estas, logo no início da minha gravidez, quando começaram a surgir alguns desconfortos e logo no início consegui identificar e decidi não deixar que me aprisionassem neste mar de acusações e culpas.

Jamais deixei de expressar algum sentimento, mesmo que aos ouvidos de outras pessoas pudessem soar como ingratidão. Só Deus sabe o quanto sonhei em ser mãe, e o quanto sou eternamente grata a Ele por este milagre, que me emociona todos os dias. Quando olho para ela tenho a certeza de que sou a mamãe mais feliz do mundo, assim como você também é.

Mas sim, aconteceram muitas coisas das quais eu não gostei e não sinto falta na gestação. Por isso, resolvi relacionar e pontuar cada uma delas aqui.

Quem me conhece sabe que sou super ativa e ligada no 440 woltz hihihi, mesmo com todos os desconfortos que passei nunca fui de ficar na cama prostrada, nada contra quem precise, a final, contudo, minha gravidez nunca foi considera de risco #graçasaDeus Mas eu precisei tomar alguns cuidados especiais.

Mas apesar de eu ter sido muito ativa do início ao fim da gestação, senti desconfortos e dores a gestação inteira.

1) Contrações de Treinamento: Junto com o enjoo e sono (sintomas normais da gravidez, geralmente até o terceiro mês), já comecei a sentir também as contrações de treinamento ou de Braxton-Hicks. Nos casos normais, estas contrações são indolores e ocorrem na metade da gravidez, mas as minhas começaram logo no iniciozinho e doíam bastante.

2) Cólicas intensas: Junto com ela, também vieram as cólicas bem doloridas. Sabe aquelas cólicas horrendas do primeiro dia do ciclo menstrual? Pois é, eu senti esta dor a gestação inteira.

3) Mudanças internas no corpo: Literalmente senti meu útero crescendo e todos os meus órgãos internos se deslocando, e com isso uma dor intensa que parecia não ter fim.

4) Dor Pélvica Gestacional: Senti dores muito fortes no meu quadril, quando os ossos da pélvis se deslocaram para se preparar para o momento do parto, a chamada “canal ósseo do parto’ e não, foi uma experiência legal, pois embora, seguisse todas as orientações médicas, nada aliviava as dores e o desconforto.

5) Pressão baixa: Normalmente minha pressão já é baixinha, sempre 9/7 e durante a gravidez ela baixou mais ainda, sentia diariamente umas vertigens e uma sensação de desmaio. Teve um dia que ela chegou a 7/8, estava descendo as escadas, a sorte foi que o Fabio estava junto e me amparou, se não… Deus me livre, quero nem pensar…

6) Hipotireoidismo na gravidez: Quando descobri que eu e minha bebê poderíamos estar correndo algum tipo de risco, entrei em pânico. Mas meu médico me tranquilizou e disse que uma vez controlada, estaríamos fora dos riscos. Mas o terror psicológico não nos deixa em paz na gravidez não é, ainda mais, porque nesta fase ficamos muito mais sensíveis e o pânico de saber que existia uma possibilidade de eu perder a Sophie ou ela poderia nascer com problemas de saúde, me acompanhou até o dia do parto,

7) Infecção urinária: Tive durante a gestação e após o parto também. Apesar das dores que senti durante a gestação, nada se compara a infecção pós parto que me deixou impossibilitada de amamentar por causa do tratamento. E isso causou vários transtornos no meu processo de amamentação com a Sophie, mas isso é assunto para outro post.

8) Dor nas costas: Com a mudança de gravidade, do aumento do útero e do meu peso os meus músculos (que músculos? hehehe) ficaram mais fracos. Imagina um corpinho pequenininho de 1,57 de altura, sem fortalecimento muscular nenhum, suportando 20 kg a mais?? Todo mundo sabe que não sou nada atlética, sempre fui sedentária e odeio academia. Conclusão, muitas, muitas, muitas dores nas costas.

9) Dor na boca do estômago: No finalzinho do 7º mês comecei a sentir uma dor na boca do estômago muito forte e muita falta de ar. Em uma das ultras, descobrimos que era o pé da Sophie chutando logo ali. A dor era simplesmente insuportável. Ela permaneceu nesta posição até o fim da gestação e por fim, passava o dia sentindo estas dores e a noite eu já estava a base de Tramal para pelo menos conseguir dormir.

10) Dor na coluna: Também por conta do sobrepeso, por ter engordado 20 kg na gestação e não ter estrutura física para suportar a carga. Ganhei uma dor na coluna crônica, chamada lombalgia crônica, que me persegue até hoje e nada sessa esta dor. Tem dias que mal consigo andar, mas tenho que colocar as dores no bolso e agir com as tarefas diárias, Sophie, casa, trabalho… Assim como todas as mamães. Por isso que tenho um paca orgulho de todas nós, #somosguerreiras

Sem falar nas mudanças hormonais e nos picos de personalidades, na vontade de fazer xixi toda hora, e da incapacidade de encontrar uma posição pra dormir.

Bom, estas são algumas das minhas insatisfações com a maternidade e quis falar abertamente aqui para compartilhar com você que talvez esteja passando por alguma situação semelhante, mas tem receio de se expressar, por sentir algum tipo de culpa.

Livre-se da culpa! O seu amor por seus filhos e por sua maternidade jamais podem ser colocados à prova, mas somente você pode decidir se isso vai acontecer ou não.

Blogueira
Nici Guedes. Esposa do Fabio, Mãe da Sophie. Cristã e Carioca da gema. É formada em Contabilidade, Administração de Empresas e em Direito, mas nunca se encontrou em nenhum processo ou nos números! Encantou-se pelo mundo de casamentos em 2011, e em 2013 criou o Oficina das Noivas e em 2017 se realizou com o Oficina das Mães.

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