Oficina das Noivas

O que levar na bagagem?

dez 12, 2017
Viagem

Tudo pronto. Janelas fechadas, luzes estratégicas acesas, vizinho bacana a par dos horários de alimentação dos animais, crianças nas cadeirinhas e marido aparentemente sonolento, com o motor do carro ligado pronto para a saída. Chave na mão e… péra!

As escovas de dentes quase ficaram. Uma passadinha em frente ao quarto e você se dá conta de que a malinha de Polly Pocket da Maria ainda está sobre a cama e o maridão deixou os chinelos para trás. Já que você entrou no quarto mesmo, tá decidido: aquele chapéu de praia vai! A aba dele é enorme, mas vai render fotos incríveis!

Depois que o som da buzina começa a soar com um pouco mais de firmeza, em harmonia com o som característico das crianças ficando impacientes, você resolve de uma vez por todas sair de casa. É isso e pronto! Mulher decidida é assim. E lá se vai o carro com a família, as bagagens e mais 20 bolsinhas soltas com aquilo que entrou de última hora.

São inesgotáveis as variantes quando o assunto é bagagem. Tipo de viagem, quantidade de pessoas, faixa etária das crias, duração da viagem, o clima, a estrutura da sua hospedagem (hotel, casa), o modal (carro, avião, ônibus…) e mais um montão de coisas. Tudo isso vai interferir na sua bagagem.

De qualquer forma vamos tentar resumir isso hoje em cinco diconas preciosas! Mas voltaremos ao assunto depois:

1. The simple bare necessities

Eu sei, eu sei… a rotina de vocês é super cansativa, e o que vocês querem nas férias é uma mistura de diversão e conforto. Inicia-se, portanto, uma tentativa de reproduzir no destino a estrutura que temos em casa. E o mercado que não é nada bobo, cria todas as possibilidades para que isso aconteça.

Cria berço de viagem, banheira de viagem, cadeirinha de viagem, máquina de papinha pra viagem… eles podem ser realmente mais práticos de carregar, mas tudo isso junto vira um super volume de bagagem!

Então minha dica: pense no que pode ser substituído por itens de menor volume. Aqui com o João, por exemplo, a cadeirinha de alimentação foi facilmente substituída por uma canga amiga ou pelo próprio carrinho de passeio, quando levamos. Banho é no chuveiro mesmo. Se não tiver berço no hotel, compartilhamos a cama, e por aí vai.

2. Um dia de cada vez

Parece lógico, quanto maior o período fora, mais coisas precisamos levar – quanto menos dias, menos coisas precisamos levar. Mas para muita gente (muita mesmo), cinco e quinze dias não tem nenhuma diferença! Nenhuminha. Para esse momento, quando você se sentir totalmente sem freio, pare, respire e ao invés de pensar no total de dias que estará fora, pense em um dia. Um apenas. E vá multiplicando pelo número de dias que irá ficar para ter uma ideia aproximada da quantidade real de mudas de roupa que irá precisar.

Arrume sobre a cama e visualize o volume final. E volte a se questionar. Será que esse bebê que ainda nem anda direito precisa dessa quantidade de pares de sapato? Será que preciso de tantas estampas de laços? Ainda será possível reduzir a bagagem, acredite!

3. Não vos deixeis cair em tentação

Se vamos viajar de carro, ficamos mais relaxadas e levamos coisinhas a mais e mais coisinhas, porque afinal… não custa prevenir, né? Seguinte: provavelmente vai sobrar para você encontrar qualquer coisa lá dentro. Ou será você que irá narrar para outra pessoa, em geral aos gritos, onde está o repelente, enquanto faz qualquer outra coisa, umas vinte vezes por dia? Se você não liga, ótimo.

Mas se você gostaria imensamente de evitar a fadiga nas viagens rodoviárias em carros particulares, tente (veja bem, eu disse, tente), manter um padrão semelhante ao padrão que você usaria em viagens mais restritas, como as viagens aéreas, por exemplo. Ah, e se vai viajar de avião, não deixe de dar uma olhada na franquia de bagagem. Pra saber mais, clique aqui.

4. Muito provavelmente sim, mas talvez não

Uma parte considerável das bagagens é formada por coisas que talvez precisemos. E precisamos ser coerentes aqui. A bolsinha de remédios, por exemplo, pode tirar seu sono. Como ser uma mãe responsável sem levar todos os remédios do mundo? Calma! Nesse caso a sugestão é separar os remédios que são usados com frequência. Separou? Agora pense no destino da viagem. É nacional? É internacional? Quais são as condições climáticas? Você terá fácil acesso a uma farmácia? O kit de remédios para uma viagem para a China, por exemplo, onde há barreiras de língua, clima bem diferente do nosso e está far far away será mais composto de itens, que um kit para viagens para o Recife.

Aqui levamos sempre antitérmicos/ analgésicos, antidiarreicos/ antigases, termômetro, as vitaminas e remédios que estão no uso. Não é o caso do João, mas algumas crianças enjoam nas viagens. Antienjoo pode fazer parte do kit básico. Itens básicos de primeiros socorros são muito úteis, especialmente quando os bebezicos crescem. De qualquer forma o recomendável é conversar com o pediatra que te orientará de acordo com o histórico de saúde da cria e as informações do destino.

5. Foco no momento, na experiência

Você pode até estar visualizando um álbum de família incrível, com looks variados para postar nas redes sociais. Ou pode até imaginar que seu filho vai pedir todos os brinquedos que ele tem em casa durante a viagem e você precisará tê-los por perto. Mas tenha em mente que quanto menos bagagem, menos coisas pra catar e mais tempo livre terá a sua viagem. E muito provavelmente a maior beneficiada será você.

Foque no que realmente importa. Foque na qualidade do tempo junto, no fortalecimento das relações familiares que acontecem fora da rotina, nas descobertas e lições de vida que nossas crianças são capazes de alcançar nos momentos de lazer. Dificilmente eles sentirão falta de muitos brinquedos se estiverem felizes e suas fotografias serão verdadeiros registros que trarão lembranças deliciosas quando forem vistas no futuro. Mesmo com roupas repetidas…

E se faltar alguma coisa, não se desespere! Improvisos fazem parte da maternidade, e isso é ótimo. Viagens inesquecíveis são quase sempre aquelas que nos surpreendem, que voltam cheias de histórias.

Então bora encher as bagagens certas na próxima viagem?

Crédito das fotos

01. Nubia Navarro | 02. Parent Map | 03. Leah Kelley

Formada em Turismo pela Universidade Federal Fluminense, atuou na área em diversas frentes, como organização de eventos acadêmicos e esportivos, hotelaria, pesquisa e consultoria em turismo. Atualmente compartilha suas experiências de viagem na companhia do pequeno JP.

1 Comentário

  1. Terezinha Tinoco em 14/12/2017

    Valeu muito propor que fizesse suas malas para viagens de fins de semana, quando ainda eras uma pequena de cinco anos.
    Adorei

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