Oficina das Noivas

Problemas na Introdução Alimentar da Isabela

jan 08, 2018
Mundo da Bela

Se você está tendo problemas com a introdução alimentar do seu bebê, leia esse post e os seguintes, e acompanhe as minhas dúvidas e o que estou fazendo para melhorar a alimentação da Isabela.

Quando o bebê completa 6 meses de vida, está na hora de começar a introdução alimentar. Pra mim, foi um momento muito esperado! Eu me imaginava dando papinha pra Isabela, escolhendo diferentes frutas e legumes, combinando os grupos alimentares para que ela tivesse a comidinha mais nutritiva possível.

Mas na hora de começar, surgiram muitas dúvidas: como devo apresentar os alimentos? Tudo bem que vou amassar a banana, mas e a maçã? E a papinha salgada, vai sal mesmo? Cozinho com um fio de azeite ou nada? Tempero com algo? Como preparar a carne? Coloco no mixer pra ficar desfiadinha?

Então comecei a ler na internet… um mundo de informações!

Me interessei pelo método BLW – Baby-ledWeaning (Desmame Guiado pelo Bebê), que foi criado pela britânica Gill Rapley. Nesse método, o bebê é ator ativo de sua alimentação. É ele que escolhe o que comer, que se alimenta, usando as próprias mãos. E achei essa ideia muito interessante. Pesquisando um pouco mais, eu e meu marido ficamos com medo de engasgo e desistimos da ideia. Mas falamos mais sobre esse assunto em outro post…

Como foi a introdução alimentar da Isabela?

Depois de ler, decidimos pela introdução alimentar mais tradicional, porém com o cuidado de não processar demais os alimentos. Então só a carne foi pro mixer e o resto, sempre amassado, para não perder fibras e manter a textura. Nada de sopa por aqui! A outra coisa que decidimos foi não usar sal e azeite, só um fiozinho mesmo.

Começamos então com as frutinhas. Na semana, Isabela estava um pouco constipada e iniciei pelo mamão. Ela comeu pouco, fez carinha feia, mas comeu. Então pensei: ótimo! O começo é assim mesmo. Eles comem pouquinho até se acostumarem. A segunda fruta foi a maçã, que era o que tinha na casa da avó. Ela comeu menos ainda. E também não me preocupei. Aí fomos pra banana prata, bem docinha. E ela comeu bem. Fique bastante feliz.

Começamos a papinha salgada. Cozinhei diferentes legumes para fazer mistura com três tipos deles. Ela não comeu quase nada. Tentei outros legumes, nada. Coloquei frango junto. Ela não comeu quase nada. Na outra semana minha mãe estava aqui e fez uma comidinha refogada na cebola, com músculo. Eu provei e estava bem gostosa. Nada. Tentei até um pouquinho de sal e azeite na hora de finalizar pra dar sabor. Mas ela simplesmente não come. O máximo que comeu foram 4 colheres. Enquanto isso, conversei com amigas e troquei ideias, mas não ajudou muito porque cada pessoa faz esse processo de um jeito e cada bebê também reage de um jeito diferente.

E aqui cabe uma ressalva, pois existem muitos pitacos, e muitas vezes com base em informações ultrapassadas. Por exemplo, dar alimentos muito processados, doces, industrializados. Não é porque “na minha época era assim” que você precisa fazer o mesmo. A Nutrição evoluiu, minha gente! Pesquisas foram feitas. Então, acompanhem informação de qualidade, como as orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, por exemplo.

Primeira consulta com a nutricionista

Para atender a Isabela, eu chamei a Dra Luciana Carvalho, colunista de nutrição aqui do blog. Antes da nossa primeira consulta, eu já mandei um monte de perguntas. Bem meu tipo mesmo. rsrs

A consulta funciona da seguinte forma: ela faz algumas perguntas, por exemplo, se Isabela está mamando, até quando mamou, como está o ganho de peso e o que fizemos até esse momento com a introdução. E depois disso, vai passando informações e tirando dúvidas, de acordo com o desenrolar da nossa conversa.

As minhas dúvidas foram as seguintes:

  • Frutas: quais usar, como apresentar: amassada, ralada, suco
  • Legumes e carne: quais usar nesse momento, como apresentar e como preparar
  • Como fazer uso de óleos e temperos: cebola, alho, sal, azeite, ervas
  • Como introduzir cada alimento: um de cada vez para identificar aceitação e possíveis alergias alimentares? Mais de um legume ao mesmo tempo?
  • Consistência: e se meu bebê não aceita textura amassada, posso oferecer batido?
  • Armazenamento e congelamento: como e por quanto tempo armazenar? Em quais recipientes? Como descongelar? Posso usar microondas?
  • Se o bebê não comer, espero e ofereço a mesma comida depois de um tempo? Ofereço outra opção? Ou posso dar mamadeira (no meu caso)?

Muita coisa, né? Fomos esclarecendo as dúvidas ao longo da consulta. E tive algumas orientações que foram bem importantes para mim, mesmo que algumas delas eu já tivesse consciência ou já aplicasse. Mas saber que eu não estava fazendo nada de errado, entender que cada bebê tem seu tempo e saber da importância de cada uma dessas coisas, me fez ganhar confiança. Veja quais foram algumas das dicas da Lu:

1. Tenha um local para seu bebê se alimentar

No meu caso, eu tinha um cadeirão. Mas algumas vezes que Isabela não estava comendo, eu tirava do cadeirão e levava para o colo. Mas a verdade é que a cadeira de alimentação é um local muito apropriado, pois o bebê fica na postura correta, se acostuma com o local de comer, além do conforto e segurança que ele permite. Então se você tem esse lugar, use! Não crie exceções.

2. Deixe o bebê com algo para se distrair

É importante dedicar um tempo à alimentação dos bebês, principalmente nessa fase inicial,  sem pressa! E até mesmo por isso, porque pode levar tempo, esse momento não pode ser enfadonho. Então, deixe seu bebê com alguma distração. Mas atenção: nada de TV, celular ou coisas que não tenham a ver com aquele momento ou que tragam muita agitação. O ideal é deixá-la com seu pratinho, sua colher e, uma sugestão que a Lu me deu, de deixá-la com brinquedinhos de frutas e legumes. Tem umas opções com velcro, que possuem textura e o bebê pode ter uma experiência sensorial e agradável enquanto come. Legal, né?

3. Deixe seu bebê participar

Quando falamos em participação, estamos nos referindo ao contato com o pratinho, colher e, principalmente, o próprio alimento. Para isso, use um pratinho com o alimento que você está oferecendo, e outro com o qual o bebê possa brincar. Nele, você pode até deixar um pouco da comidinha também, para que seu bebê explore, sinta as texturas e leve à boca. Outra forma de participar é deixar alguns alimentos no próprio cadeirão, se você o usa. O seu bebê vai ter contato com a própria comida, aprendendo sobre o prazer de comer! Na verdade, existe um conceito chamado Introdução Alimentar Participativa. Mas para falar disso, precisamos de outro post!

4. Observe os movimentos do seu bebê

Outra coisa muuuito importante é observar os movimentos do seu bebê! Veja nas duas fotos acima, a Isabela entra em contato com a frutinha e depois coloca a língua pra fora para sentir o sabor. E sentir o sabor é a melhor forma de despertar o desejo de comer!

Outra coisa a se observar é quando o bebê coloca comida pra fora. Nem sempre isso é sinal de não querer comer, hein? Se seu bebê está no início desse processo, ele pode estar aprendendo o movimento de levar o alimento da língua para engolir. E nesse aprendizado, coloca a comida pra fora. Por isso, observe outros sinais além desse! O bebê está chorando? Rejeitando diversas vezes seguidas? Ele não gosta ou já comeu o bastante? Ele fez isso, mas comeu a próxima colherada? Observe tudo isso e cuidado com os pitacos alheios!

5. Tenha calma!

Bem, já mencionei aqui alguns dos pontos tratados na nossa consulta. Mas além de todos os esclarecimentos, ela me disse uma coisa fundamental, que todas as mães que estão tendo dificuldades com esse processo deveriam saber:

Não existe regra de quando e quanto o bebê precisa comer.</>
Você deve observar o seu filho e respeitar o ritmo dele.

E isso me acalmou demais. Porque eu já estava bem preocupada. É claro, toda mãe, pai e cuidadores precisam ter atenção e acompanhar com carinho esse processo. Observar o que está ocorrendo e tentar oferecer o melhor possível para aquele bebê. Mas isso deve ser feito da forma mais natural e tranquila possível. Sem comparações com outros bebês. E na dúvida, procure uma profissional de confiança que possa te orientar e te ajudar nessa fase tão linda da vida de seu filho!

E olha aí a carinha dela, feliz! Comendo sua pêra toda prosa. Isso que é importante pra mim! <3


Coração feito com amor por...

Nutricionista: Dra Luciana Carvalho | Fotos da mamãe babona: Cris Rezende Fotografia

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Formada em Turismo, com especialização em Turismo e mestre em Administração pela FGV. Amante da música e da dança, realiza sua necessidade criativa e vontade de espalhar o amor na fotografia de família. Tem formação em coaching pela SLAC e é co-fundadora do Oficina das Mães.

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