Oficina das Noivas

Relato de Parto Normal | Laurinha chegou!!

dez 26, 2017
Histórias da Vida RealRelato de Parto

Sabe aquele relato de parto emocionante, daqueles que você chora do início ao fim na leitura de cada detalhe?

Pois então prepare o lencinho e venha se emocionar com a gente, com o relato da chegada da pequena Laurinha. A querida mamãe Luana, compartilhou conosco com muito carinho, cada detalhe deste dia especial, que ficará registrado para sempre na história de vida dessa nova família.

Luana tem um blog fofo demais, chamado À Moda da Mãe onde compartilha mais histórias lindas  de sua maternidade, e se eu fosse você, corria para conferir. O blog está lin-doo! <3

Relato

Cá estou eu, depois de ensaiar mentalmente umas mil vezes sobre este post de relato de parto. Confesso que não sei nem por onde começar. Só quem passou ou está prestes a passar por um trabalho de parto entende a importância, os sentimentos e tudo o mais que está em jogo neste momento tão intenso. Mas vou tentar “começar do começo”. E isso data de antes de eu pensar em engravidar…

Sempre fui uma excelente mãe até virar uma. Sim, paguei minha língua (e vou pagar ainda umas mil vezes, certeza!) e tive de lidar com pré-conceitos bobos, que, graças a Deus e à Laurinha, consegui resolver e elucidar. Um deles era sobre parto. Lembro de participar de conversas despretensiosas entre amigos queridos que falavam que um parto em casa (ou em banheira, chuveiro, sofá, etc) era coisa de gente diferentona, alternativa. Parto é feito em ambiente hospitalar, com toda a equipe e respaldo necessários a um evento deste porte. Eu comentava que só saberia como ia parir quando chegasse a minha vez, mas reconheço que partilhava um pouco dessa visão ultrapassada. Bem, nada contra quem pensa dessa forma depois de ter total informação sobre o assunto. Mas eu era desinformada e tinha minha opinião respaldada em nada – nenhuma experiência de amiga, nenhum estudo, nenhuma estatística, nada. E é esse tipo de pré-julgamento que não quero mais pra mim.

Antes de engravidar, eu tinha certeza de que faria uma cesárea eletiva – só chegar linda, maquiada, deitar e pronto. Nasce o bebê e meu períneo segue intacto. Até que… realmente chegou a minha vez.

Parênteses: nada contra quem opta por uma cesárea eletiva ou chega maquiada (quem convive comigo sabe que passo make pra ir à padaria, rs), mas a ideia aqui é partilhar como a MINHA visão mudou, como faz bem lermos mais e mais sobre o assunto e escolhermos a via de parto EMBASADAS.

Pois bem… assim que o teste de farmácia deu positivo, eu fui tomada de uma vontade loooouca de ter um parto normal. Talvez fosse a natureza falando por mim. Fui pesquisar e só reafirmei esse desejo, já que partos vaginais trazem benefícios para as mães e bebês, além de menores riscos para ambos. Minha gravidez era bem saudável e fui em busca de um profissional que realizasse essa minha vontade. Mal sabia eu que esse era um dos maiores desafios da minha gestação! Sabe de nada, inocente!

Dois pra garantir, né? Rs #QuemNunca

Pedi indicações de amigas, fuxiquei na internet, liguei para vários profissionais. Eu até tinha ginecologista de rotina, mas ela deixara de fazer parto há bastante tempo – e era cesarista. Marquei muitas consultas, mas só cheguei a ir em duas, porque me afeiçoei a uma médica muito carinhosa, com muitos anos de experiência e que me passou uma segurança ímpar. Desde nosso primeiro encontro deixei clara a vontade de parto normal, ao que ela me respondeu: estando tudo certo, é o que tentaremos, afinal, esse é o melhor parto para a mãe e o bebê. Ufa, encontrei alguém que me entendia. Só que EU era quem não entendia o que queria… isso só podia dar xabu, né?

O pré-natal foi ótimo, sem nenhuma intercorrência, mas o assunto do parto, os detalhes, foram ficando para depois. Como ainda estava distante desse momento, não liguei. Mas, conforme as semanas avançaram, comecei a ficar preocupada e cheia de dúvidas, insistindo para que falássemos detalhadamente sobre isso. A resposta era sempre um pouco vaga, mas com o fechamento de que sim, iríamos “tentar” o parto normal.

Eu tentava confiar cegamente na médica que escolhi. Repetia para mim mesma que tudo daria certo, que teria meu parto normal (acredito 100% na força do pensamento), que seria lindo. Mas tinha algo dentro de mim que parecia não estar convencido. Eu evitava até ler relatos de partos que deram “errado” por acabar em cesáreas, para não me influenciar negativamente. Acho que, por isso, o Universo me presenteou com uma oportunidade, aos 45’ do segundo tempo, de ter o que eu realmente queria e não sabia: um parto H-U-M-A-N-I-Z-A-D-O. Com todas as letras destacadas, sim. Eu não sabia que esse era o MEU modelo de parto ideal, porque eu tinha um preconceito com essa palavra.

Foi quando uma amiga minha, grávida de primeira viagem também, me chamou para um curso de parto (brigada, Marcele linda <3 ). Eu não tinha feito curso nenhum até então, já ao longo das minhas 35 semanas. Para os leigos, quase 9 meses. É, eu gosto de emoção, rs! E lá fui eu, impulsionada pela minha pulga atrás da orelha, para o curso administrado por duas doulas.  Doulas? Eu nem sabia o que faziam durante o parto, mas eu achava que só eram necessárias em partos domiciliares (por que é que a gente teima em ter opinião sobre qualquer coisa que não conhecemos?). Ainda bem que fui parar neste curso… e saí de lá com minha querida doula contratada (mentalmente – oficialmente só alguns dias depois, rs).

Lá eu aprendi todos os benefícios do parto vaginal e entendi a diferença entre os partos normal e natural. São bem diferentes, apesar de o bebê vir ao mundo pelo mesmo canal, mas nem vou entrar no mérito de cada parto senão este post vai virar um livro. Fica prometido para outro relato. Só posso adiantar que fiquei apaixonada pelo parto natural, pela possibilidade de a mulher ser a verdadeira protagonista de seu parto, pela natureza sendo respeitada. Descobri que não só temos a capacidade de parir, como temos o direito a escolher onde e como fazê-lo.

Mas a descoberta mais impactante foi que seria difícil ganhar do sistema cesarista e recheado de violências obstétricas caso a equipe não fosse verdadeiramente humanizada. Daí, comecei a entrar em pânico. A obstetra que me acompanhou era muito competente (e em nenhum momento quero desmerecer todo o carinho e atenção que dedicou a mim), mas eu e minha doula constatamos que ela tinha tendência a ser cesarista. E não era da vertente humanizada. Pronto, lá estava eu com 36 semanas descobrindo que queria ter um parto humanizado, na banheira, diferentona. E com muito orgulho disso!!

HÁ! E consegui a banheira! =)

Minha doula, Aline Amorim (indico de olhos fechadoooos), foi um verdadeiro anjo naquele momento. Sem ela, meu parto não teria tido o mesmo desfecho. Doula é VIDA, gente! Não tenho palavras para descrever todo o carinho, dedicação e apoio fundamentais que ela me passou. Só posso mesmo compartilhar para que outras possam ter esse anjo da guarda durante o parto!

Foi ela também quem me indicou profissionais humanizados que talvez topassem me atender àquela altura da minha gestação. Consegui marcar imediatamente com um deles, a Dra. Carla Cristina Carvalho (outro anjooooo!), que topou essa aventura e com quem tive afinidade na hora! E não é que o pensamento atrai exatamente aquilo que queremos quando SABEMOS o que queremos? Aos 9 meses trocar de equipe quase deixou minha família de cabelo em pé! Mas meu marido (que tinha feito o curso de parto junto comigo) me acolheu, apoiou e incentivou a fazer essa mudança.

Fizemos nosso plano de parto (documento incrível para atestar quais são os nossos desejos para cada procedimento) e ficamos esperando Laurinha querer vir ao mundo. A Dra. Carla me avisou de um compromisso que ela teria na manhã de um sábado, já que ela não tinha nenhuma gestante para aquela época. E não é que a danadinha da baby Laura resolveu dar sinal justamente no sábado de madrugada? Mas não ficamos desamparadas, afinal, a Dra. já tinha passado o telefone de outro anjo, a Dra. Juliana Sá, que sempre faz os partos com ela.

Último dia de Laurinha na barriga, mal eu sabia…

Como eu era parturiente de primeira viagem fiquei com medo de tentar parto domiciliar, mesmo sendo gestante de baixo risco. Não sabia o que me esperava, se eu ia aguentar o processo inteiro sem pedir analgesia, então, preferi ter atendimento humanizado em hospital. Analisando a experiência, digo que foi necessária, me senti mais segura assim. Já quando o assunto é pós-parto a coisa muda de figura… Muito melhor ficar em casa direto e com seu filho ininterruptamente! Hoje eu entendo e apoio as mulheres que optam por dar à luz no aconchego de seus lares, longe de possíveis procedimentos invasivos em seus corpos e nos de seus bebês. Meu parto não teve nada de invasivo, a equipe foi só AMOR. O problema foram os outros dias dentro do hospital em que temos de lidar com enfermeiras mal preparadas que infernizam seu processo de amamentação. Mas este também é assunto pra depois. Voltemos ao modo como Laurinha veio ao mundo…

Cheguei no hospital com 6 para 7 de dilatação (graças ao curso e minha doula – informem-se sobre o mito da falta de dilatação, meninas!) às 7h45 da manhã. Comecei a sentir as primeiras contrações na sexta de noite, exatamente quando completava 40 semanas, bem fraquinhas. Achei até que fossem apenas de treinamento, já que não havia sentido nada antes. Ainda saí pra jantar com a família e meu marido comentou que aquela poderia ser a última saída grávida. Não é que ele estava certo?

Nossa última saída com Laurinha na barriga – e as contrações começando…

Quando cheguei em casa lá pras 23h, as contrações começaram a ficar mais doloridas. Mas ainda aconteciam de 40 em 40 minutos. Então, fui dormir. Ou melhor, tentei dormir. Pobre ilusão achar que era possível dormir entre as contrações, mesmo de meia em meia hora. Simplesmente não consegui. Às 2h da manhã desisti de vez do projeto sono e fiquei na sala tentando relaxar. Pouco tempo depois as contrações começaram a vir de 20 em 20 minutos, às vezes menos, e muito doloridas. Resolvi acordar meu marido pra me dar apoio moral. Às 4h o negócio começou a apertar mesmo, com contrações ainda irregulares, de 7 em 7, 5 em 5, doloridas ao extremo, de começar a gemer. Meu tampão mucoso saiu. O tempo regularizou, resolvi ir pro chuveiro quentinho e avisar minha mãe. Tentaram me dar comida, mas não consegui comer muita coisa, me dava ânsia de vômito. Só me sentia melhor na água quente mesmo. Mas aí a contração apertou de vez, certinha de 5 em 5, diminuindo cada vez mais o intervalo entre elas e acionei minha doula. Antes de ela chegar na minha casa (olha que ela mora bem perto) a minha bolsa estourou. Gente, que sensação mais esquisita essa! Não doi, o líquido não tem cheiro, mas a gente se sente muito estranha! Hora de ir pro hospital…

Fui direto para sala de parto humanizado, com banheira, chuveiro, bola, cama, teto estrelado. Imediatamente quis entrar na banheira, que era o que mais amenizava a minha dor. E que DOR!!! Sério, nunca imaginei que a tal dor do parto fosse tão intensa, tão punk! É indescritível! Dói loucamente e para. Quando a contração passava, eu, de tão exausta, até conseguia dormir… de sonhar e tudo! Mutcho loco!! Eu berrava, me contorcia, até soltava palavrão… gente, coitada da equipe! Mas a partolândia envolve a gente mesmo, é uma viagem bem intensa.

Teto estrelado da sala de parto…

Em pouco tempo já estava com 9 de dilatação, e minha querida Dra. Carla havia passado lá para me ver antes do seu compromisso. Profissional que se importa com os pacientes é o diferencial para não surtarmos naquele furacão de dor, cansaço, ansiedade, emoção e medo! Meu trabalho de parto ativo progrediu lindamente até o período de expulsão. Como eu não havia comido nada desde a noite anterior, a equipe me trazia chocolate quente (!!!) e caldinho de feijão. Ah, mas nem nos melhores sonhos eu imaginava que ia parir tomando chocolate quente ao som de Bruno Mars e Maroon 5! Graças à Deus eu tinha achado a equipe certa. Nunca vou cansar de agradecer!

Voltando ao período de expulsão, eu travei. As contrações, em vez de aumentarem, começaram a espaçar mais e mais. Eu cochilava profundamente entre elas. E Laurinha seguia firme e forte lá dentro, esperando a mamãe retomar as forças. Cada vez que eu adormecia, eu fugia mentalmente daquele estado dolorido. Mas aí vinham as contrações e eu acordava com um choque de realidade: ainda estava na banheira, sofrendo, e nada de Laurinha coroar… fui começando a ficar exausta, sem saber o que esperar. A Aline sugeriu fazermos exercícios para acelerar a contração. Mas isso significava voltar a sentir MUITA dor com intervalos menores. Sinceramente, não aguentava mais sentir dor. Já eram umas 12h ou 13h da tarde.

Dra. Carla voltou do compromisso e Laurinha ainda não havia nascido. Eu não sabia se ainda era possível esperar muito mais, se deveria encarar as dores novamente fazendo os exercícios. Tentei novamente acelerar as contrações com a doula. Mas naquele momento eu já estava entrando na fase “surtante” do trabalho de parto: o de querer desistir!

No curso aprendi que todas passam por esse período, é normal. Afinal, geralmente, são muitas e muitas horas intensas e exaustivas. Por isso é VITAL ter uma equipe que SAIBA que tal momento existe e incentive a parturiente a não desistir! Porque, nessa hora, se alguém te oferecer uma cesárea você aceita sem hesitar! Feliz! Em nenhum momento minha equipe deixou de me assistir, de me apoiar, de me lembrar que era só uma fase e que estava chegando no final. Isso fez toda a diferença.

Zona na cama da sala de pré-parto – a cama foi só apoio mesmo, odieeeei ficar nela! Rs

Mesmo com todos os incentivos, acho que meu medo me bloqueou psicologicamente de entrar em expulsão. Eu estava começando a achar que ia ficar com minha filha entalada e que nós duas íamos morrer. Gente, é cada doideira que passa na nossa cabeça nesse momento! Eu só queria que ela saísse de lá, mas eu não aguentava mais tanta dor. Ficamos a sós com a Aline, eu e meu marido, e conversamos sobre a analgesia. Eu queria tomar porque achava que estava começando a precisar de ocitocina, hormônio responsável pelas contrações, naturalmente fabricado pelo corpo durante o trabalho de parto, e sinteticamente usado de forma intravenosa para acelerar o processo. Tá, mas onde entra a analgesia nessa história? Acontece que, a ocitocina sintética  não só aumenta as contrações, como multiplica loucamente a dor. Por isso, preferi usar uma antes da outra, porque a dor é que me impedia de continuar.

Fui avisada que, àquela altura do campeonato, a analgesia não diminuiria a pressão no períneo, só a dor da contração. Em meio a tanta dor, eu nem sabia qual a diferença entre elas. Bem, eu entendi rapidinho. A tal da pressão é INTENSA pra chuchu, nem parecia que eu tinha tomado nada! É a parte mais dolorida, gente! E não tinha mais pra onde correr… Laurinha tinha que nascer do jeito que eu escolhi, porque ela já estava encaixadíssima. E olha que ela foi guerreira, não esmoreceu em nenhum momento. O coração dela batia normalmente, mas até ela ia cansar em determinado momento, né? E esse momento estava chegando.

Eu optei por ficar de cócoras, para contar com a força da gravidade para me ajudar. Meu marido, que ficou do meu lado o tempo todo, sempre me apoiando, falando que eu era guerreira, que estava com muito orgulho, resolveu ficar atrás de mim nessa hora. Sentado na bola de pilates, me abraçou e me incentivou a fazer força. A equipe inteira estava ao meu redor, a anestesista me abraçando também (outro anjo, beijos pra você, Dra. Michele), todas me falando que eu ia conseguir, para fazer força quando falassem. Quanto AMOR, gente. Nunca vou me esquecer de tamanho carinho. Nem elas sabem o quanto me marcaram nesse processo. Espero que possam ler este relato e saber que fizeram muito mais do que eu podia esperar. E que o carinho vai ficar pra sempre dentro de mim (e certamente da Laurinha).

Enquanto isso, eu estava “doidona” falando que não ia conseguir, que ia morrer, que não ia parir (ai, gente, que vergonha alheia de mim mesma, rs). Até que a Dra. Carla calmamente falou que Laurinha estava começando a se cansar e que precisaria usar o vácuo extrator (amigo menos ‘pior’ do fórceps). Tal instrumento aumenta a chance de lacerações mais severas. Quando ouvi essas palavras, entrei em pânico instantâneo – laceração, minha filha cansando??? NÃO!! Esse momento é todo muito rápido. Dra. Carla me disse que ela era careca, ou seja, ela já enxergava a cabecinha dela e bastava empurrar mais um pouquinho que ela vinha!!! Me veio força sabe-se lá Deus de onde, e em três empurradas bem fortes, ela nasceu (ou teriam sido cinco? Não faço ideia, rs). Minha filha tão nova no mundo e já me ensinando que eu devia acreditar na própria força, não esmorecer. Acabou que não foi preciso o uso de instrumento nenhum (ufa).

Eu só me lembro de fazer muuuuuuita força e em um piscar de olhos ter minha filha no colo!! Linda, perfeita, chorando! Foi um misto tão grande de emoções, que, analisando depois, eu não lembrava se havia chorado neste momento. O que me marcou muito, além daquele olhar incrível da Laurinha pela primeira vez, foi o choro de soluçar do meu marido, ao pé do meu ouvido. Foi um dos momentos mais lindos e emocionantes das nossas vidas, com certeza! E sim, eu chorei. Comprovei ao olhar as fotos que a Aline tirou assim que ela foi colocada nas minhas mãos. A julgar pela quantidade de fotos com cara de choro, eu me debulhei bastante, rs! Daí em diante não houve mais dor. Laurinha parou de chorar e ficou olhando pra gente, coisa mais lindaaaaa! Indescritível! Só vivendo para saber…

Pari a placenta pouco tempo depois (eu acho, afinal, não estava mais ligada a tempo, nem nada que acontecia na sala, só na minha família). Ela ficou no meu colo por uma hora, a chamada Golden Hour, graças ao empenho da minha equipe. Meu marido “cortou” o cordão umbilical quando ele parou de pulsar (ele não olhou, só apertou a tesoura posicionada pela médica, rs). Tudo com muito respeito e carinho. Ambiente mais do que perfeito para minha filha vir ao mundo. Ah, esqueci de mencionar antes, mas estava tudo à meia-luz, para não ofuscar nossa pequena.

Tá, mas e a dor toda? E a partolândia? E o períneo, como ficou? Será que eu faria tudo de novo?

Faria sim! E se um dia eu quiser ter outro filho, vou ter outro parto normal, quiçá natural! Com a mesma equipe linda! Com o mesmo amor – já sem tanto medo e ansiedade, porque agora eu sei como é o processo. E também porque dizem que o segundo filho sempre nasce mais rápido, rs.

Tive algumas lacerações naturais, grau 2. Levei poucos pontos e coloquei bastante gelo enquanto estava no hospital. Minha recuperação foi perfeita. Não vou mentir que não senti dor depois do parto, assim que a analgesia passou. A área fica dolorida sim (bastante), e a pressão permanece, mas não de forma ensandecida como no trabalho de parto. Demorou ainda uma semana para a pressão desaparecer. Em duas, já não sentia mais incômodo e, em duas semanas e meia, parecia que nada tinha acontecido. O parto normal também pode te deixar com dores, isso é importante saber. Mas a recuperação é incomparável com a cesárea. No dia seguinte ao parto eu já estava andando até a cafeteria do hospital e ficava em pé normalmente. Tomei banho e comi assim que cheguei no quarto. Estava em perfeitas condições de não ter que perder tempo cuidando de mim, só da minha filha. E esse era meu objetivo principal ao escolher o parto normal: estar 100% voltada para ela.

Nós e as nossas “anjas”: Dra Carla Cristina Carvalho e Aline Amorim <3

Enfim, espero que tenham aproveitado o meu relato supersincero, embora megalongo (sorry!). A ideia aqui, mais uma vez, não é defender nem demonizar nenhuma via de parto – lembrem-se que cesáreas são necessárias e salvam vidas!! Não há nada errado em ter uma cesariana, mas saibam que ela pode ser feita com respeito, com carinho, com clampeamento tardio do cordão umbilical e totalmente humanizada. Ou apenas pode ser feita do jeito que VOCÊ deseja. Acho que a mensagem que eu queria passar é exatamente essa – estudem, pesquisem, confiem em seus instintos, exijam ter o parto que vocês sonham. Mudem tudo se não estiverem seguras. O trabalho de parto, como bem me explicaram minhas médicas e doula, não é chamado assim por acaso: é um trabalho mesmo. Leva tempo, suor, garra, dedicação, força, intensidade. Mas traz a coisa mais LINDA da sua vida. Dispa-se de preconceitos, de palpites alheios, de intervenções sociais. Seja você mesma e esteja inteira, plena, segura, para poder passar por um dos momentos mais emocionantes da sua vida. Vale a pena cada segundo. E a aventura está apenas começando… o mais importante MESMO ainda está por vir: e é só o resto das nossas vidas com os pequenos! <3

O Oficina das Mães é um espaço de conteúdo, referências e inspirações, onde falamos sobre diversos assuntos relacionados ao universo materno. Foi criado com muito carinho e esperamos ter você por aqui sempre! <3

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